Dona Peta (Maria Perpétua Gomes da Silva)- Lisboa, 192?
Pouco se sabe da vida de Dona Peta, para além das informações que a própria deu em entrevista ao Mané do Café.
As contradições que encontramos no texto da entrevista podem dever-se a falhas de memória, devido à avançada idade da artista, ou, propositadamente, destinam-se a camuflar acontecimentos de que se arrepende.
De qualquer modo, Dona Peta teve uma vida atribulada, e o seu desaparecimento - aparentemente num acidente fluvial, algures no interior do Brasil - é apenas mais um episódio que contribui para a áurea lendária que reveste esta verdadeira personagem de ficção.
Maria Perpétua Gomes da Silva nasceu em Lisboa na década de 1920, e desapareceu, no início do séc. XXI no Brasil, crê-se que no interior do Estado do Maranhão.
Casada com um português, emigrou para o Brasil, onde aprendeu pintura numa penitenciária, quando esteve detida por homicídio do marido.
Da terapia ocupacional passou para a produção artística com alguma continuidade, embora não tenha vivido exclusivamente da pintura , tendo exercido outras profissões, desde prostituta a mulher de limpezas.
A sua última morada conhecida, em Lisboa, foi na Mouraria.
As obras agora apresentadas pertencem ao espólio que D. Peta deixou a Mané do Café ( o escritor Jorge Amaral de Oliveira) como forma de pagamentos de dívidas várias. |