O Corvo

(corvus corax)

O corvo encontra-se espalhado pelo mundo, assumindo conotações diversas nas crenças dos vários povos.

Na Europa, a sua plumagem negra, que se opõe à luz, faz com que seja normalmente associado às trevas, à morte e à guerra.

No entanto, no resto do mundo, o corvo é muitas vezes associado a um mensageiro do além ou a um protector dos homens. Na China, o corvo de três patas sugeria o movimento aparente do sol – nascente, zénite e crepúsculo. Para os esquimós, ele terá vindo da escuridão primordial para ajudar os homens a sobreviver, enquanto para os ameríndios da costa noroeste do Pacífico, foi ele que trouxe a luz e o fogo para a terra.

Em Lisboa, os corvos também são tidos como benfazejos. Segundo a lenda, os corvos que acompanharam a barca que transportou as relíquias de S. Vicente de Sagres para Lisboa, em 1171, ficaram por cá, tendo sido adoptados como símbolo de lealdade e protecção nas armas da cidade.

Corvus Olisiponensis

 

Espécie da família corvidae que, em 1171 ou 1173,  terá rumado a Lisboa para acompanhar a barca que transportou as relíquias de S. Vicente a partir de Sagres, e aqui fixou residência.
O seu habitat natural são as torres da Sé, onde vive em união monogâmica.
A presença desta espécie é vista como um sinal de bom augúrio para a protecção da cidade de Lisboa.
A sabedoria ancestral e dedicação do corvus olisiponensis a Lisboa, permite-lhe contar histórias da cidade na FABULA URBIS, junto à catedral, onde pode ser visto e apreciado todos os dias.

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