LUIGI PANARESE (1912 – 2004)
Licenciado em Filologia Moderna pela Universidade de Nápoles, exerceu o ensino da Língua e Literatura italianas nos estabelecimentos de segundo grau em Itália. Em 1940, foi colocado, pelo Ministério italiano dos Negócios Estrangeiros, no Instituto Italiano de Cultura do Porto, passando, em 1942, a exercer as funções de Leitor de Italiano na Universidade de Coimbra, assim como as de Director do respectivo Instituto.
Os confusos acontecimentos bélicos, ocorridos a seguir o armistício do 8 de Setembro de 1943, obrigaram-no a regressar à Italia onde continuou a exercer o professorado nos liceus, até ao fim da sua carreira docente.
Profundamente dedicado ao mundo de expressão portuguesa, em particular às manifestações literárias de Portugal e do Brasil, Luigi Panarese, foi o primeiro investigador italiano a ocupar-se organicamente, e a divulgar em Itália, a obra poética de Fernando Pessoa, publicando, em 1967, uma ampla antologia bilingue, acompanhada de uma exaustiva bio-bibliografia. Em 1997 publicou também uma antologia, bilingue, de poemas de Miguel Torga.
Luigi Panarese faleceu aos 92 anos. Nunca buscou, nem em Portugal, nem em Itália, os reconhecimentos oficiais a que teria direito. |
GABRIELE BRUSTOLONI
Natural de Veneza, em 1968 concluiu, em Itália, a Licenciatura em Línguas e Literaturas Românicas.
Possui especializações literárias e pedagógicas em português e francês.
Em 1964, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa conferiu-lhe o Diploma de Português Superior.
De 1969 a 1979, foi professor de Língua e Civilização Francesas nos Estabelecimentos do Ensino Secundário do Estado Italiano.
A partir de 1979, já na dependência do Ministério dos Negócios Estrangeiros de Itália (MNE), prestou serviço nos Institutos Italianos de Cultura de Istambul, do Porto e do Rio de Janeiro, onde exerceu funções de director interino e de adido cultural adjunto no Consulado Geral de Itália..
De 1994 a 1998 prestou serviço na Direcção Geral para as Relações Culturais do Ministério dos Negócios Estrangeiros em Roma.
De 1998 a 2002 exerceu as funções de adido para os assuntos culturais na Embaixada de Itália na Hungria, assim como as de Subdirector do Instituto Italiano de Cultura em Budapest, nessa época dirigido por Giorgio Pressburger, famoso director de teatro, dramaturgo e escritor de origem húngara.
Após ter prestado serviço, durante seis anos, na Direcção Geral para os Estados do Continente Americano, no MNE em Roma, deixa definitivamente a função pública, sendo colocado na reforma em Março de 2008.
Colaborador da Verbo Enciclopédia Luso-Brasileira de Cultura, é autor de inúmeros artigos subordinados à cultura italiana, publicados em jornais e revistas de Portugal, Brasil e Hungría..
Em 1985 publicou, por conta da Associação dos Jornalista e Homens de Letras do Porto, uma colectânea de poemas em português, com o título No corpo do tempo com solidão por dentro. |
ANTÓNIO PAULO DUARTE
Investigador do IHC (Instituto de História Contemporânea da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova).
Licenciado em História, Mestre em Estratégia e Doutor em História Institucional e Política Contemporânea, colaborou como investigador com o Centro de Investigação Científica da Academia Militar e com o CEFi (Centro de Estudos de Filosofia da Universidade Católica Portuguesa), tendo efectuado várias conferências no Instituto de Defesa Nacional e na Academia Militar, no âmbito do mestrado de História Militar.
Das suas obras, destacam-se Equilíbrio Ibérico, Séc. XI-XX, História e Fundamentos (2003), Linhas de Elvas, Prova de Força (2003 e 2005) e, em colaboração com António Horta Fernandes, Portugal e o Equilíbrio Peninsular (1998 e 2003). Organizou e Coordenou, em colaboração com António Horta Fernandes, a obra, Grandes Estrategistas Portugueses (Antologia) (2007). É autor da Introdução e dos Comentários da obra, Napoleão, Como Fazer a Guerra (2003) e participou nas obras colectivas, Pensar a Estratégia, do Político Militar ao Empresarial (2004) e O Pensamento Estratégico Nacional (2006). Publicou igualmente vários artigos e recensões na Revista Militar, na Nação e Defesa, e nos jornais Artes&Artes e Semanário. |