Dezembro 2010

DOMINGO, 5

18h00

JOSÉ DE MATOS-CRUZ

apresenta o livro

(ed. Apenas Livros)

A acção passa-se numa Lisboa imaginária, intemporal, onde se entrecruzam ou entrechocam alfacinhas solitários, vadios e boémios, cidadãos ilustres, super-heróis fantásticos, jornalistas e filósofos, mulheres prodigiosas, infandos malfeitores, necrófagos e estapafúrdios, intelectuais sórdidos, amorais e puritanos, políticos ubíquos, virgens fatais, náufragos e forasteiros, angélicos facínoras, autóctones estrangeirados, emigrados neurasténicos, arrivistas e refractários, insubmissos conformados, aberrações umbilicais e outras virtuais aparições, em fantasmagorias e abominações, em artimanhas e manigâncias, em dissídios e adversidades, em compromissos e rupturas, em perigos e desafios, em sensos comuns e sentidos proibidos, em memórias efémeras e leviandades consagradas, amalgamando-se entre ruínas e vielas, rotinas e vivências, equívocos e assombros, pactos e traições, euforias e nostalgias, artimanhas e maquinações, tudo num turbilhão precário ou numa monotonia secular.
Ilustrações de: Ana Biscaia, Cação Biscaia, Ricardo Cabral, Richard Câmara), Diniz Conefrey, Fernando Filipe, Sara Franco, Daniel Henriques, Rui Lacas, João Vasco Leal, Daniel Maia, João Mascarenhas, Baptista Mendes, Susa Monteiro, Nuno Pereira, Miguel Rocha, André Ruivo e Carlos "Zíngaro"

José de Matos-Cruz (Mortágua, 9 de Fevereiro de 1947)
Escritor, jornalista, professor do ensino superior, investigador, enciclopedista  e, desde 1980, funcionário da Cinemateca Portuguesa, em Lisboa
Na sua actividade, destaca-se como historiador do cinema português.
Em 1973 licencia-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Desde o início dos anos sessenta que se dedica à poesia (Prémio Nacional Jovem 68). Publica diversos livros de prosoética (prosa poética). Escreve sobre banda desenhada em jornais e edições da especialidade (Prémio Simão 92). Funda e dirige várias revistas e coordena os Quadradinhos do jornal A Capital (1983-2004). A partir de 1986, torna-se colaborador do jornal Diário de Notícias.

Nos meados dos anos sessenta começa a escrever sobre cinema, no seguimento da sua actividade cineclubística.
A partir de 1995 é consultor da série História do Cinema Português, uma produção da Acetato para a RTP  (Radiotelevisão Portuguesa). Na Cinemateca Portuguesa, dedicando-se à investigação sobre o cinema nacional e coordenando vários catálogos, torna-se responsável pela filmografia portuguesa.
A partir de 2000, é professor convidado da Escola Superior de Teatro e Cinema, onde lecciona a disciplina de licenciatura Sistemas de Produção II.
Em 2002, é autor da rubrica Cinema Português do Centro Virtual Camões, organismo do Instituto Camões. Em 2003, é docente de História do Cinema, na Licenciatura em cinema, televisão e cinema publicitário da Universidade Moderna.
Em 2004 lança o Imaginário, periódico on-line.
Em 2005, publica a obra Joaquim de Almeida, (1838-1921) um actor de Montijo. Desenvolve o levantamento informático Anuário Teatral – Portugal, século XIX. Retratando-o, Delfim Ramos realiza neste mesmo ano, em DVD, José de Matos-Cruz, memórias afectivas e outras histórias (Dolphin Produções).

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