Outubro 2010

SEXTA-FEIRA, 29

21h30

CARTOGRAFIA LITERARIA DE LA AMISTAD

 

Encontro de

JOSE MANUEL FAJARDO

com

ANTONIO SARABIA

José Manuel Fajardo (Granada, 1957)
Estudou Direito, durante três anos, na Universidade Autónoma de Madrid e participou activamente, como militante do então clandestino Partido Comunista de Espanha, na agitação política da transição para a democracia. Em 1979, começou a trabalhar como jornalista, em Madrid, no diário Mundo Obrero, editado pelo PCE.
Desde então, colaborou em diversos jornais e revistas de Espanha, como Informaciones, Cambio 16, El Mundo, El Periódico de Catalunya e El País, assim como em numerosas revistas de crítica literária como El urogallo, Libros, Delibros ou La gaceta del libro. Também colaborou em publicações francesas (Temps Modernes,  Le Monde, Le Monde Diplomatique e L’Express), italianas (Diario de la Settimana, Il Sole 24ore, Il Messagero, Revista Internazionale) e da América Latina (El Gatopardo,naColômbia, Página 12, na Argentina, Público e Milénio, no México).
Em 1991 fundou, com outros escritores, como Leopoldo Alas, Lourdes Ortiz, Eduardo Mendicutti e Almudena Grandes, a revista Número de víctimas, que teve uma vida breve, mas que constituiu um dos primeiros veículos de expressão literária em Espanha contra a guerra do Iraque e, em geral, contra a ideologia da chamada Nova Ordem Internacional. No mesmo ano coordenou, com José Antonio Ugalde, a publicação de uma antologia de artigos de diferentes autores, contra a guerra, intitulada Escritores pela paz (De las ediciones libertarias, 1991).
Em 1990 publicou o seu primeiro livro, uma biografia colectiva dos espanhóis que participaram na Revolução Francesa, intitulado La epopeya de los locos (Seix Barral, 1990). Em 1992 recebeu o Premio Internacional de Periodismo Rey de España pelo livro de ensaios históricos Las naves del tiempo (Cambio 16, 1992). Em 1996, publicou a sua primeira novela, Carta del fin del mundo (Ediciones B. 1996).
Em 1994 instalou-se no País Basco, perto de Bilbau, publicando a novela El Converso (Ediciones B. 1998) e um ensaio em colaboração com Antonio Muñoz Molina, intitulado La huella de unas palabras (Espasa-Calpe, 1999), com uma selecção da obra deste último, em torno da qual dialogavam ambos autores.
De 1997 a 2001, residiu entre o País Basco e Gijón. Nesse período participou com outros autores, como Luís Sepúlveda, Santiago Gamboa, Bernardo Atxaga, Antonio Sarabia, Rosa Montero e Mempo Giardinelli, em antologias como Cuentos apátridas (Ediciones B. 1999) e Cuentos del mar (Ediciones B, 2001). Também manteve uma coluna de opinião semanal no jornal El Mundo do País Basco, na sequência do assassínio pela ETA do jornalista daquele diário José Luis López de Lacalle, e participou activamente no movimento Cidadãos pela paz e contra a ditadura do terrorismo.
Em Fevereiro de 2001 mudou-se para Paris, onde concluiu a sua terceira novela, Una belleza convulsa (Ediciones B, 2001), com a qual recebeu em França o Prémio literário Charles Brisset 2002. Desde então tem publicado uma colecção de retratos literários de personagens históricas intitulada Vidas exageradas (Ediciones B, 2003) e uma nova versão do seu primeiro livro, La epopeya de los locos (Ediciones B, 2002).
En 2005 publicou, no México, o conto infantil La estrella fugaz (Ed. Cidcli), editou e prologou as Memorias de la Insigne Academia Asnal, de Primo Feliciano Martínez de Ballesteros (Ed. Lengua de Trapo), e a novela A pedir de boca (Ediciones B.).
Em 2008 publicou o livro de contos Maneras de estar (Ediciones B. Colección Bruguera) y Primeras noticias de Noela Duarte (Ed. La otra orilla), um livro entre a novela e a colecção de contos, escrito em colaboração com José Ovejero e Antonio Sarabia.
No IV Centenário da expulsão dos mouros espanhóis, publicou La senda de los moriscos (Ed. Lunwerg. 2009), um livro de viagens sobre a história dos mouros de Rabat, escrito em colaboração com o fotógrafo Daniel Mordzisnki.
Em Janeiro de 2010 mudou a residencia para Lisboa. Neste ano publicou a novela Mi nombre es Jamaica (Ed. Seix Barral) e organizou, com a escritora porto-riquenha Mayra Santos-Febres, o primeiro Festival de la Palabra em San Juan de Porto Rico.
Participou, ainda, nas antologias de contos Hôtel Puerto (Images en Manoeuvres Éditions, Marselha, 2001), Cuentos de la tercera orilla (Banda Oriental, Montevideo, 2002), Tu nombre flotando en el adiós (Ediciones B, 2003), Queen Mary 2 & Saint-Nazaire (Maison des Ecrivains et Traducteurs. Saint-Nazaire. 2003), À table (Éditions Métailié, París. 2004), Las mil y una noches (451 Editores, Madrid, 2008) e Jeckill & Hyde (451 Editores, Madrid, 2009).
É co-autor e editor da recompilação colectiva de poesias de narradores intitulada Poesia senza patria, publicada em edição bilingue (Ugo Guanda Editore, Milão, 2003).
As suas obras estão traduzidas em francês, italiano, alemão, português, grego e sérvio.

Antonio Sarabia (México, 1944)
Estudou Ciências da Informação na Universidade Iberoamericana. Em 1978, data de publicação do seu livro de poemas Tres pies al gato, deixou de trabalhar em publicidade e na rádio para se dedicar plenamente à literatura.
Entre 1981 e 1996, Sarabia residiu, alternadamente, em Paris e Guadalajara. O seu primeiro romance, El alba de la muerte, intitulado mais tarde Faixa de Moebius, foi finalista do prémio internacional Diana-Novedades, em 1988. Publicou também Amarilis (1991), Los avatares del piojo (1993) e Os Convidados do Vulcão (1996), romance traduzido em inúmeras línguas, incluindo o português, e que o consagrou como um dos grandes nomes da literatura mexicana.

Em Portugal, foram igualmente publicados A Taberna da Índia (ASA 2003), O Regresso do Paladino (Casa das Letras, 2007)  e Tróia ao Entardecer (Casa das Letras, 2008), Prémio Espartaco 2008 para o melhor romance histórico.

Para além de estar representado em diversas antologias de prosa e poesia, Sarabia publicou ainda El cielo a dentelladas (2001), Acuérdate de mis ojos (2003) e o livro de viagens El refugio del fuego (2004), em colaboração com o fotógrafo Daniel Mordzinski.
Actualmente, vive em Lisboa.

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